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Conteúdo atualizado em 19.03.2020


Centro Cultural realiza exposição Arte em Bambu

Marianne Ramalho, Assessoria de Comunicação da PUSP-B
21/11/2014

Centro Cultural realiza exposição Arte em Bambu

O Projeto Atelier & Arte promovido pela Seção de Eventos Culturais da Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B) realiza até o dia 28 de novembro a exposição “Arte em Bambu”, com os artistas plásticos Luciana Pola e Renato Monção.

A mostra está em exibição no Centro Cultural do campus e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O Centro Cultural da USP localiza-se na Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, Vila Universitária.

Os artistas expõem 60 peças como: mandalas, olho de Deus, filtro dos sonhos e fontes de água. As fontes são feitas de bambu e a estrutura dos filtros dos sonhos e olho de Deus também é feita de bambu.

“É uma terapia, nós fabricamos os objetos e vamos ao encontro da natureza, ouvindo o som dos passarinhos, e vamos tecendo conforme a energia e o sentimento do momento, as cores vão aparecendo e vamos escolhendo as combinações. É muito gostoso e traz muita paz”, acrescenta Lu Pola.

Segundo a artista, o filtro é de origem indígena, procedente do norte dos Estados Unidos. A avó índia ficava com as crianças na hora de dormir e para que elas não tivessem pesadelos se acreditava que esses filtros pendurados filtravam os sonhos. Para as crianças adormecerem as avós contavam histórias e iam tecendo os filtros, misturando o cipó encontrado na natureza com linhas.

O olho de Deus foi feito pelos índios mexicanos, e eles acreditavam que o olhar de Deus protegia os índios e sua família.

A expositora é formada em educação física e possui a academia “Espaço Lu Pola”, localizada na Rua Campos Sales, 6-41, na Vila Falcão. Ela ministra aula de dança, tem um grupo de dança do ventre e atende pessoas com diferentes problemas físicos. A atividade artística é feita nas horas vagas como uma terapia.

Renato Monção é formado em sistemas navais na Fatec de Jaú e tem uma empresa de navegação e uma agência de turismo. O trabalho artístico desenvolvido há um ano e meio é uma atividade feita nas horas vagas, que tira a ansiedade do dia a dia e possibilita o contato com a natureza.

Monção esclarece que este trabalho remete a sua infância porque morou no sítio até os 17 anos, e observava os adultos utilizarem o bambu para armazenar água, para irrigação e outros fins.
 
Com isso passou a estudar sobre os usos do bambu e o escolheu por ser gratuito e estar na natureza, e pelo efeito que tem depois de tratado transparecendo um tom bonito na madeira. Em seu trabalho ele utiliza elementos orgânicos como a cerâmica, o sisal e o bambu. A fonte de água ele utiliza por ser fonte da vida, que produz um som tranquilizante e umidifica o ambiente.

Foto: Lu Pola e Renato Monção

Crédito da foto: Giane Quintela

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