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Conteúdo atualizado em 19.03.2020


OMS conta com representação da USP

Marianne Ramalho, Assessoria de Comunicação da CCB/USP
15/12/2011

OMS conta com representação da USP

Marília Afonso Rabelo Buzalaf, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP) foi convidada para ser consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS) e revisar num manual a utilização da urina para avaliar a exposição de crianças ao flúor.


Nos dias 1 e 2 de dezembro, na sede da OMS, em Genebra (Suíça), Marília Buzalaf participou de uma reunião com um grupo de trabalho integrado por pesquisadores de vários países para atualizar o manual da OMS editado em 1999 e intitulado “Monitoramento da excreção renal de fluoreto em programas preventivos comunitários em saúde bucal”, que será publicado no primeiro semestre de 2012.


Além da professora da FOB/USP, que representou o Brasil, o grupo é integrado pelos professores: Ramon Baez (Estados Unidos), Trhin Hai (Vietnã), Andrew Rugg-Gunn (Inglaterra), Alberto Villa (Chile), Prathip Phamtunvanit (Tailândia), Thomas Marthaler (Suíça), Paul Erik Petersen (OMS, Suíça) e Vida Zohoori (Inglaterra).


O manual da OMS é um importante guia para realizar o acompanhamento da implementação e controle de qualidade da fluoretação comunitária, em países que utilizam estratégias coletivas de controle da cárie dentária.


Buzalaf esclarece que o fluoreto é usado em odontologia para prevenção de cárie, com uma dosagem adequada, que deve ser adicionada aos veículos de uso coletivo como: a água, o leite e o sal. Para que ele tenha efeito, deve estar presente num certo nível e com isso o fluoreto vai conseguir prevenir a cárie.


A dosagem do fluoreto é importante para evitar problemas como a fluorose dentária, que só acontece em criança, sendo um defeito de desenvolvimento do dente, quando se tem uma ingestão excessiva de fluoreto no momento em que o dente está sendo formado, no caso da dentição permanente é de 1 ano até 7 anos de idade.


Este defeito é caracterizado nos casos mais suaves por manchas esbranquiçadas opacas, e nos casos mais severos por manchas amarronzadas e até mesmo com perda de substância do esmalte, porque ele fica muito quebradiço e pode fraturar.
 

Apesar do foco na infância, o fluoreto é útil para prevenir cárie em todas as idades. Desta forma, o manual tem informações tanto para crianças quanto para adultos. No caso dos adultos, o principal objetivo é observar se a dose do fluoreto na água, no leite ou no sal é adequada para prevenir a cárie, porque se for adicionado menos que o recomendado não se terá uma prevenção adequada.


A ingestão diária recomendada deve ser entre 0,05 a 0,07 miligramas de fluoreto por quilo de peso corporal por dia. Para saber se as crianças estão expostas a uma quantidade adequada de fluoreto, o mais utilizado é coletar biomarcadores, como é o caso da urina. Porque em torno de 50% da dose de fluoreto ingerido todos os dias é excretado pela urina.


Para que exista um controle de qualidade, a OMS recomenda que seja feita a coleta de urina em 24 horas e a análise de fluoreto. O manual da OMS será utilizado em todos os países do mundo que usam fluoretação sistêmica (colocam flúor em algum veículo de uso coletivo) para a implementação dos programas e depois monitorar se esses programas continuam sendo feitos adequadamente.


Fluoretação em Bauru


Existe um programa de fluoretação da água em Bauru desde 1974, sob a responsabilidade do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Desde 2004, o Laboratório de Bioquímica da FOB realiza o monitoramento dos teores de fluoreto na água, por meio do heterocontrole.


Ao invés de se avaliar a urina, são coletadas mensalmente amostras de água em diferentes pontos de abastecimento e mede-se para verificar se os níveis de fluoreto estão adequados.
 

Em estudos prévios os níveis eram bem variados, mas há três anos se tem conseguido manter níveis adequados em 90% das amostras. Desta forma, a professora Marília Buzalaf considera que hoje a fluoretação da água em Bauru está bem controlada.


Em pé: Marília Buzalaf (Brasil), Ramon Baez (EUA), Trhin Hai (Vietnã), Andrew Rugg-Gunn (Inglaterra), Alberto Villa (Chile) e Prathip Phamtunvanit (Tailândia). Sentados: Thomas Marthaler (Suíça), Paul Erik Petersen (OMS, Suíca) e Vida Zohoori (Inglaterra)

 

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