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Conteúdo atualizado em 19.03.2020


Pesquisa da USP premiada pela CAPES

Marianne Ramalho, Assessoria de Comunicação da PUSP-B
20/12/2012

Pesquisa da USP premiada pela CAPES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) outorgou a Melissa Thiemi Kato, a Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2012, da área de Odontologia pela tese “Inibição das metaloproteinases da matriz como nova estratégia para prevenção da erosão dentinária”.

A tese foi defendida em 2011, sob orientação da professora Marília Afonso Rabelo Buzalaf, no Programa de Pós-Graduação de Ciências Odontológicas Aplicadas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP). Este é o sexto prêmio que esta tese recebe.

A premiação foi realizada no dia 13 de dezembro, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília (DF).

O Prêmio Capes de Tese foi instituído em 2005, com objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação. São considerados na seleção os quesitos originalidade, inovação e qualidade. A pré-seleção é feita nos programas de pós-graduação das instituições de ensino superior.

O Prêmio Capes de Tese - Edição 2012 foi entregue para a melhor tese de doutorado selecionada em cada uma das quarenta e oito áreas do conhecimento reconhecidas pela CAPES, em parceria com a Fundação Conrado Wessel, nos cursos de pós-graduação adimplentes e reconhecidos no Sistema Nacional de Pós-Graduação. A premiação é constituída pelo Prêmio Capes de Tese e Grande Prêmio Capes de Tese.

Nesta edição, das 440 teses de doutorado defendidas em 2011 que foram inscritas pelos programas de pós-graduação, 44 foram selecionadas. Foram concedidas, ainda, menções honrosas do Prêmio Capes de Tese a 78 teses de doutorado defendidas em 2011. Este foi o ano, das sete edições do prêmio, que mais menções honrosas foram outorgadas.

                                             

                                                   A pesquisa

A erosão dentária está aumentando na população brasileira, em parte devido à mudança dos hábitos alimentares, com aumento de consumo de bebidas ácidas como os refrigerantes. Sem contar com a questão estética, o problema pode levar à sensibilidade dentária, ou seja, aquele desconforto que tira o prazer de tomar um sorvete ou uma bebida quente, por exemplo. Em casos extremos, pode até levar à perda do dente. Como
medida de prevenção, esse estudo propõe o uso do chá verde para a inibição de metaloproteinases da matriz, um grupo de enzimas presentes na saliva que arrasam com a saúde dental com a menor brecha dada pela acidez dos alimentos. Ao realizar o bochecho com o chá várias vezes ao dia, comprovou-se uma redução de erosão de 30% justamente pela inibição das tais metaloproteinases - um resultado expressivo obtido com um produto natural, de baixo custo e que não tem efeitos colaterais.

Foto: Melissa Thiemi Kato e a professora da FOB/USP, Marília Afonso Rabelo Buzalaf

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