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Conteúdo atualizado em 19.03.2020


FOB apresenta pesquisa inédita em congresso mundial na França

Marianne Ramalho, Assessoria de Comunicação da CCB/USP
18/08/2011

FOB apresenta pesquisa inédita em congresso mundial na França

O trabalho de pesquisa “Mediadores Inflamatórios do Carcinoma Espinocelular Murino” foi apresentado em junho, em Paris, na França, durante o “10º Congresso Mundial de Inflamação”.


A pesquisa está sendo desenvolvida desde 2005 no Laboratório de Microbiologia e Imunologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), com a coordenação de Ana Paula Campanelli, professora doutora da Disciplina de Microbiologia e Imunologia da FOB/USP e foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


Representaram a FOB no congresso, a professora doutora Ana Paula Campanelli, Thaís Helena Gasparoto, pós-doutoranda da Disciplina de Microbiologia e Imunologia da FOB/USP e Carine Ervolino de Oliveira, doutoranda do Departamento de Estomatologia da FOB/USP.

 

A pesquisa


A pesquisa trabalha com a indução de carcinoma espinocelular, que é um tipo de câncer de pele que acomete muitos pacientes e atinge tecidos bucais. A indução é realizada por meio de tratamento químico, aplicado no dorso do camundongo, para estudar aspectos da resposta imunológica, ou seja, como o organismo se defende ou reage contra a doença ou o que pode estar envolvido com o agravamento da doença.


Este tipo de tumor no ser humano atinge muito a região oral e intraoral, desta forma é interessante que este estudo seja realizado numa faculdade de odontologia. A pesquisa estuda as células do sistema imunológico (os linfócitos, os neutrófilos e os macrófagos) e algumas moléculas que estas células apresentam que estão envolvidas com a resposta do organismo contra este tipo de câncer.


Segundo Thaís Helena Gasparoto, pós-doutoranda da Disciplina de Microbiologia e Imunologia da FOB/USP, o estudo busca observar se o tumor se estabelece e se agrava porque algum grupo de célula que deveria defender o corpo do indivíduo contra esta doença está debilitado, ou se algum tipo de molécula está atrapalhando uma resposta protetora do organismo.


A pesquisa da FOB foi considerada inédita, porque avalia o que acontece nos primeiros meses, antes de se chegar a ter um câncer. Em geral, os pesquisadores começam a comparar células que estão envolvidas com a resposta da inflamação, a partir do quarto mês do aparecimento da lesão.


Por outro lado, a pesquisa da FOB começa a comparar a resposta imunológica a partir do primeiro mês do início da indução de lesão. Este estudo nunca foi realizado antes. Por isso foi mais abrangente, e no congresso o trabalho foi amplamente discutido.


Gasparoto esclarece que foi gratificante a participação no congresso, porque o trabalho foi considerado inédito e elogiado pelos avaliadores oficiais do evento, e por outros pesquisadores procedentes de diversos países como Suíça, Canadá, França, entre outros.


Além dos pesquisadores já citados, este trabalho da FOB é integrado por: professor doutor Gustavo Pompermaier Garlet do Departamento de Ciências Biológicas da FOB/USP; professor doutor João Santana da Silva da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto; Rodrigo Nalio Ramos, doutorando do Departamento de Imunologia da USP (SP) e André Luis da Silva, técnico do Laboratório de Microbiologia e Imunologia da FOB/USP.


Foto: Thaís Helena Gasparoto no congresso francês

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