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Conteúdo atualizado em 19.03.2020


Pesquisa da FOB-USP avalia audição de crianças

Luís Victorelli
24/10/2014

Pesquisa da FOB-USP avalia audição de crianças

Pesquisa voltada para a avaliação audiológica infantil está selecionando crianças na faixa etária de 6 meses a 2 anos e 6 meses. Os interessados em participar podem entrar em contato pelos telefones 14 98125 2562 ou 3235 8433 ou ainda pelo e-mail mariajaquelini@gmail.com.

Os testes fazem parte do projeto de doutorado da fonoaudióloga Maria Jaquelini Dias dos Santos Toniolo, aluna do programa de pós-graduação em Fonoaudiologia da FOB-USP. A pesquisa, que tem o título "Avaliação audiológica infantil: aplicação da audiometria de reforço visual com estímulos de fala" está sendo realizada no Centro de Pesquisas Audiológicas (CPA-HRAC-USP).

A pesquisadora informa que este teste é amplamente utilizado na rotina de atendimentos de crianças que procuram um serviço de avaliação e diagnóstico audiológico. Este procedimento é a Audiometria de Reforço Visual (ARV), mais conhecida pela sigla em inglês VRA, e é bem simples.

“A criança ficará dentro de uma cabine acústica sentada no colo de seu pai ou mãe e determinados sons serão apresentados para criança que estará com fones nos ouvidos, e espera-se observar a resposta da criança, que será a virada da cabeça para o lado. Neste momento, a fonoaudióloga avaliadora apresenta para criança um brinquedo sendo iluminado, o que reforça o comportamento da criança, de virar a cabeça para o lado toda vez que ouvir o som”, explica.

O teste será realizado duas vezes, com dois estímulos diferentes, estímulo padrão (estímulo warble nas frequências de 500 Hz, 1000 Hz, 2000Hz, 4000Hz), e estímulos de fala (/a/, /i/, /u/, /s/, /ch/, /m/). Cada teste determinará qual a menor intensidade de som que a criança consegue ouvir.

“A maioria das pesquisas em que são investigados novos estímulos sonoros para avaliação auditiva, ou qualquer outro procedimento de teste novo, faz-se necessário conhecer como crianças sem alterações auditivas se comportam. Para assim, o pesquisador ter conhecimento do que pode ser esperado para crianças com deficiência auditiva. Ou seja, quando pais e responsáveis de crianças que não apresentam alterações auditivas participam de pesquisas como voluntários, estarão cooperando para crescimento científico da pesquisa no Brasil”, esclarece.

O objetivo do estudo, que tem o apoio da Fapesp, é contribuir no aprimoramento da avaliação da audição na criança, bem como na elaboração de guias de realização deste procedimento para estudantes e profissionais da Fonoaudiologia. Conta com orientação do professor Orozimbo Alves Costa, co-orientação  da professora Kátia de Freitas Alvarenga e tem como pesquisadora auxiliar Amanda Giorgetto Rodrigues.

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